terça-feira, 15 de outubro de 2013



Força pra mim é viver a dor de se entregar a um amor mesmo sabendo que ele nunca será correspondido. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Universo onírico


Tem dia que o toque do seu despertador é a última coisa que você quer ouvir, tem dia que dá vontade de dormir para sempre. Não que eu não goste do dia, não que eu não queira acordar e dizer “bom dia” com aquele sorriso amarelo de segunda-feira. Mas às vezes dormir seria tão mais divertido. Porque coisas tão mágicas assim só acontecem no silêncio da noite, no íntimo de nós mesmos, em meio ao universo onírico? Tentei me fechar dentro do edredom, cerrei os olhos e fiquei fazendo força mental para voltar no lugar em que eu estava, mas esse universo onírico é muito vasto e lúdico, difícil voltar ao mesmo ponto de partida, é um mundo que dá muitas voltas, porém voltas infinitivamente longas e alucinantes. O sonho que eu tive? Sim, foi lindo... Pena que foi apenas um sonho. Alguém me disse uma vez que os nossos sonhos duram em média 2 segundos, até mesmo esses que parecem ter durado uma eternidade. Como é louco isso, não é mesmo? Como algo tão intenso, tão real a meu ver, pode ter ocorrido em apenas 2 segundos? 2 segundos, um flash, um relance, um instante, um pulsar. A gente conta até dois... Um... Dois! PRONTO! O sonho se esvai, leva com ele a esperança e deixa a boa e confusa lembrança de uma vida não vivida... Mais triste do que acordar hoje, foi pensar que nunca poderei dividir essa experiência maravilhosa que tive, triste saber que ninguém nunca saberá como seria lindo transformar esses 2 segundos em realidade... Queria dormir mais... Gostaria de viver nesse universo onírico: onde tudo acontece e flui maravilhosamente. Maldito despertador, maldita real dos 2 segundos...

Pés, para que te quero, se tenho asas para voar?

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Pies para qué los quiero si tengo alas pa' volar? (Frida Kahlo)

Recebi um presente, era um pacote bonito e rebuscado, com uma embalagem difícil de abrir, pois é, tive que dar pulos para impulsionar forças e só assim consegui destroçá-la. Depois de muita cerimônia, abri o tal pacote. Duas peças, branquinhas, fofinhas, tão bonitinhas, serenas. Que paradoxo! Tanta audácia, tanta cerimônia, para abrir algo tão sereno e pacífico. Um par de asas, que presente esquisito, que coisa mais sem sentido, “sem pé nem cabeça!”, exclamei. Perguntei-me então, quem será que com asas me presenteou? A resposta? Encontrei no meu íntimo.

Longe de ser pássaros com seu vôo intenso, longe de ser águias com seu vôo veloz, longe de ser anjos com seu vôo sereno, longe de ser fada com seu vôo sutil, longe de ser Hermes com seu vôo noturno, longe de ser qualquer ser de asas, voei... Quis voar para longe de mim, quis voar para longe de tudo, quis voar no infinito, lá bem perto de outro mundo. Parei, pensei e sem pensar tomei um embalo, voei novamente... Como é boa essa adrenalina de alçar vôos, como é bom esse sentimento de se sentir livre. Asas, asas, asas, às vezes a gente precisa perder o chão para aprender-te acioná-las... E foi quando eu percebi que meus pés já não pisavam em superfícies planas que planejei meu vôo plano. Ótimo plano, ótima saída, ótima despedida. Despedida? Sim, asas na imaginação, asas no coração, asas na sensação, asas até na ilusão... Acredito não ser mais o mesmo ser que antes não possuía asas, sendo assim, não ligo, não me importo porque acredito que as melhores coisas da vida acontecem longe do chão, sim, lá bem perto de outro mundo.

Acredito que a razão tem pés, e eu já não tenho mais pés, já não tenho chão, apenas asas, asas no coração, que livre, nunca tropeça com a estática e dura pedra da razão.

Sobre a sensação:

O bom de voar é poder estar em qualquer lugar, a qualquer hora, sem tempo e sem razão. Para esquecer-se de tudo, para encontrar coisas que você não encontra no chão, para ser livre, para ser o que você quiser; o poder e a leveza de voar são peculiares; dê-te de presente um par de asas, um par de asas basta... É um presente sem pé nem cabeça, mas como já dizia Frida Kahlo: “'Para que preciso de pés quando tenho asas para voar? '' ainda acrescento em versão particular, “Cabeça, para que te quero, se tenho coração para sentir?”Pronto para se aventurar com mais fluidez?

Então vista suas asas e decole ligeiramente pela vida, transcendendo assim, a sua opaca e tênue condição humana de se limitar ao chão!

Um beijo, um abraço, um sorriso, um sentimento, uma emoção, uma canção, são todos meros presentes alados que nos deparamos todos os dias, o importante é saber incorporar essas asas...

Um pouco sobre Frida Kahlo:

Para conhecer a pintura de Frida é necessário conhecer um pouco de sua vida. O meu interesse por suas obras surgiu a partir do quadro “viva la vida”. Admiro a ousadia de Frida, mesmo com tamanho sofrimento na vida, conseguir sobreviver sem perder a força e a dignidade, expressando assim, com personalidade unânime, tudo o que passava por meio de suas obras.

Deixo créditos e admiração para Frida... Uma mulher digna de contemplação.

Ser ou não ser, eis a questão!

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“To be, or not to be: that is the question”- o ilustríssimo Shakespeare não apenas escrevia a tragédia de Hamlet, o príncipe da Dinamarca, mas sim, a pergunta mais freqüente da tragédia de vida de todos os seres humanos, sendo príncipes, reis, princesas ou plebeus, tanto faz! Ser ou não ser? A pergunta que sobreviveu 5 séculos sem nenhum cheiro de mofo!

A gente passa uma fase da vida quebrando a cabeça para descobrir qual a nossa cor preferida, o tipo de comida predileto, a música que melhor soa em nossos ouvidos, pra que lado da cama mais gostamos de virar antes de dormir, se a camisa azul é mais bonita do que a vermelha, ou se a pólo vestiu melhor que a gola V, se a carne bem passada é mais gostosa do que a mal passada, se lavar o cabelo duas vezes com o shampoo é desperdício, se ficar só é melhor do que mal acompanhado, se brigadeiro é mais doce que doce de leite, se o loirinho é mais bonitinho que o moreninho, se a nossa cara fica melhor com o cabelo liso ou enrolado, se passar o dia de jejum emagrece mais do que 2 horas de bicicleta, se gostamos mais de ouvir Ramones ou nona sinfonia de Beethoven, se queremos ser médicos ou publicitários, estilista ou dentistas, quem sabe advogado? BINGO! Acredito que não sou a única que sobreviveu até aqui com esses dilemas, mas já não sei se sou a única que não fez desses dilemas, apenas meros dilemas. Pois é, sem saber, mas com algumas dúvidas, uns resolvem mudar a cor das madeixas, outros passam a pintar a unha de uma cor diferente, os mais convencionais mudam apenas de restaurantes, os roqueiros acordam hippies de raiz, as patricinhas resolvem pintar o mundo de amarelo e encostar um pouco o velho rosa, uns tiram a barba e deixam o bigode, depois deixam o bigode e a barba, não se contentando, raspam a careca, assim como as blonder’s girl’s, que guinadas pela coragem cortam 2 cm dos fios, e se arrependem! Os mais radicais, acreditem: passam a usar creme dental colgate, ao invés de sorriso. É claro que na vida de verdade o que importa não é o creme dental que você usa nos dentes, e sim, a maneira que você os mostra sorrindo; é claro que o importante não é se você vai comer frango grelhado ou a parmegiana, é fato que o empanado é mais gostoso, mas a real é se você tem o que comer; o legal não é se você tirou um 10 ou um 0 e meio, o legal mesmo é se você aprendeu; o que vale não é se a sua cabeça está coberta de unidades capilares ruivas ou crespas, o que vale é se ela sabe e pode pensar. Então amiguinhos, vamos deixar um pouco de lado essas dúvidas, porque realmente é difícil escolher entre o toddy e o nescau, e vamos ser felizes! As dúvidas são cruéis, mas de cruéis, já bastam as duvidas e a vilã dos 101 dálmatas. ACEITE! Não é a sua franja de lado e sua roupa colorida que te colocou na boca do palco do restart, ou o seu vestido da dolce e gabbanna que colocou você nos braços do seu Edward Cullen. Pare de tentar agradar a todo mundo e agrade a você mesmo, você não acha que você merece todo esse carinho?

O egoísmo é um pecado, eu sei, mas às vezes o ego sem o ismo, é um cego no abismo!

FICA A DICA: Como é que você quer mudar para uma cama maior se você ainda nem mudou o jeito que você levanta da pequena todos os dias?

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.” -William Shakespeare, Dramaturgo e poeta inglês.